Terrorismo e omissões: problemas do Brasil e do mundo

O Brasil e grande parte do mundo atualmente vivem apreensivos devidos a escalada do terrorismo. Grupos terroristas, como a Al-Quaeda, Boko Haram, Estado Islâmico (EI) e a Frente al-Nusra, espalham a dor e a morte pelo mundo, populações inteiras na África e no Oriente Médio estão sendo perseguidas, escravizadas e até mesmo assassinadas por esses grupos extremistas.

Apesar disso, vemos uma espécie de “onda”, de “moda”, de comportamento manada que quase não denuncia ou critica os grupos terroristas. Vamos apresentar seis exemplos desse comportamento manada.

  1. Os organismos internacionais (ONU, OEA, Anistia Internacional, Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos humanos, etc) pouco falam, pouco denunciam os grupos terroristas. Falta força de vontade para os organismos internacionais combaterem o terrorismo. 
  2. No Brasil temos um caso forte de omissão. Em 2014, durante o tradicional pronunciamento do governo brasileiro na reunião da assembleia geral da ONU, a atual presidente da república, a Sra. Dilma Rousseff, fez um discurso que, entre outras coisas, defendia o “diálogo” com o grupo ultrarradical Estado Islâmico (EI). É interessante notar que a presidente Dilma Rousseff e a diplomacia brasileira não emitiram um comunicado oficial defendendo as vítimas dos grupos terroristas. 
  3. No Brasil organismos importantes ficam em silencio diante do terrorismo. Entre esses órgãos, citam-se: OAB, CNBB, ABI, Sindicato dos Artistas e outros. 
  4. A OAB e a ABI merecem um capítulo a parte nesse comportamento manada de silêncio em torno do terrorismo internacional. São organismos que historicamente lutam pela democracia, pelos direitos humanos, pela cidadania e coisas semelhantes. No entanto, diante do terrorismo parecem que ficaram paralisados, não há noticiais de um pronunciamento duro e enfático condenando o terrorismo. Que saudades da velha OAB que emitia, com frequência, comunicados condenando algum ato de corrupção do governo. Hoje a OAB vive de braços com o atual governo, o governo liderando pelo Partido dos Trabalhadores (PT), e fica omissa diante da onda de terrorismo que mata milhares de cristãos em vários países do mundo. 
  5. Omissão do Congresso nacional e das polícias (Polícia Federal, etc). O Brasil não tem, até hoje, uma lei antiterrorismo. Isso é muito grave. Na internet, nas redes sociais, grupos formados por estrangeiros e até mesmo por brasileiros ficam fazendo apologia ao terrorismo em língua portuguesa e em pleno território brasileiro, inclusive existem páginas nas redes sociais que defendem o Estado Islâmico, que pregam a morte dos cristãos e de outros grupos religiosos, etc. O Congresso nacional precisa ser rápido e aprovar uma lei que impeça o terrorismo de proliferar no país, as polícias e a justiça precisam investigar a presença no Brasil de membros e até mesmo de células de grupos terroristas. 
  6. No Rio de Janeiro o PSOL e outros partidos políticos propõem, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), criar uma ”’secretaria especial para ofensas contra os muçulmanos”. É preciso combater o preconceito religioso e as demais formas de intolerâncias, nesse sentido a ALERJ está prestando um bom serviço ao ouvir as queixas dos muçulmanos que moram no Brasil. O que surpreende é que o PSOL, outros partidos políticos e a ALERJ não façam o mesmo com outros grupos religiosos. Por exemplo, por que não se cria uma secretaria especial para ofensas contra os cristãos e os judeus? O Brasil é um país majoritariamente cristão e, por incrível que pareça, a religião cristã é a que mais sofre piadas, artigos ofensivos nas ruas, nos jornais, nas salas de aula, etc. No entanto, não se vê iniciativas para defender os cristãos e outros grupos religiosos. Por que esse interesse de defender uma minoria e esquecer a maioria da população? O que existe por trás desse interesse? A justiça precisa investigar esse tipo de ação e de interesse.

 

SANTOS, Ivanaldo. Terrorismo e omissões: problemas do Brasil e do mundo. In: Zenit, Agência Internacional de Notícias, Artigos, 21/05/2015, p. 1-2.

 

Prof. Ivanaldo Santos

Co-fundador e vice-presidente do Instituto Filipe Camarão. Filósofo, pós-doutorado em estudos da linguagem pela USP, doutor em estudos da linguagem pela UFRN, professor do Departamento de Filosofia e do Programa de Pós-Graduação em Letras da UERN. E-mail: ivanaldosantos@yahoo.com.br.

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