Discurso de S. A. R. o Príncipe Dom Rafael de Orleans e Bragança

Discurso de S. A. R. o Príncipe Dom Rafael de Orleans e Bragança por ocasião do I Encontro Monárquico do Rio Grande do Norte realizado pelo Instituto Filipe Camarão

O Brasil vem passando por um momento interessante. Com toda essa crise politica, vemos uma nova geração aparecer. De norte a sul, vários grupos de pessoas serias, curiosas e abertas a novas ideias, surge de maneira espontânea interessadas no ideal monárquico.

 E isso acontece porque este ideal esta adormecido dentro de cada brasileiro. Porque o Brasil é um pais fantástico, de dimensões continentais, onde se fala, de forma geral, a mesma língua em todos os lugares de norte a sul, leste a oeste. De um povo bom, trabalhador e honesto. Um povo espiritual, que possui internamente várias crenças e que vive em harmonia com todas as diferentes raças aqui presentes, como bem falou Sr. Sepulveda em sua exposição. Apenas um parêntese fazendo referência a palestra do Dr. Ivanaldo Santos, que o Estado laico tem um discurso de inclusão, com outras religiões, mas contemporaneamente passa a excluir o cristianismo. 

O Brasil, nos últimos tempos, que vem sendo liderado por pessoas que não condizem com essas características. Que são o fruto de um regime egoísta, individualista, proclamado no dia 15 de novembro de 1889. O dia do primeiro e verdadeiro golpe de estado que o Brasil sofreu.

 Até o dia 14 de novembro de 1889 havia liberdade de imprensa, respeito as liberdades individuais, habeas corpus, separação dos três poderes, eleições, respeito a constituição, equilíbrio fiscal, prosperidade e paz. No dia seguinte, a essa data, ocorreu um golpe de Estado. A partir de então, surgiram dois ditadores, estados de sítio, fechamento do parlamento, censura, perseguição política, conspirações, desequilíbrio fiscal, dívida externa, inflação, violações da constituição, guerra civil e mortes. Isso tudo nos primeiros 5 anos a proclamação da república. Nos 123 anos seguintes a coisa não melhorou muito. De alguma maneira somos levados a crer que o golpe de estado, que criou a república, foi legítimo e que foi para termos avanços.  Mudança de sistema político a parte, é pedir demais reconhecer o fracasso do sistema presidencialista republicano e contar a verdade a sociedade brasileira? Só com debate honesto teremos o avanço que merecemos, como disse o professor Rodrigo Sensei na abertura de sua apresentação. 

Importante termos este trabalho de resgate da história. Afinal, o que foi o tempo áureo para o Brasil, que foi a época do império, para muitos foi época de escravidão, endividamento e retrocesso social, para alguns ainda que acreditam o império era absolutista. Ora, foi durante o Brasil império o período onde a democracia realmente funcionou.

 O fato de resgatarmos a história vale também para resgatar nosso patriotismo. Temos que ter orgulho da nação brasileira. Nosso dia da independência deveria ser a festa mais importante do pais. Só para efeito de comparação, olhem como é celebrado o 4 de julho nos EUA, 14 de julho na França ou o 21 de julho na Bélgica. Estes dias são conhecidos como o Dia da Festa Nacional. E aqui acontecem alguns desfiles militares, e um desprestigio para com o chefe de governo. Mas, não só isso, também o resgate dos nossos verdadeiros heróis, como o próprio D. Pedro I, a Princesa Isabel, José Bonifacio, entre tantos outros.

Mas o que me deixa confiante é ver que esse movimento de resgate da história nacional está acontecendo. O crescente número de monarquistas vem surgindo e grupos e mais grupos se formando. Esta semana mesmo recebi três convites de diferentes núcleos, de diversas partes do pais, organizando encontros e visitas. Se olharem a agenda de Dom Bertrand e verão que ele está sempre em viagem. E eu sempre que posso, acompanho-o e participo com grande afinco e alegria.

E parece que essa ideia de monarquia não fica só no Brasil. Por ocasião das eleições norte americanas O jornalista Nikolai Tolstoy, escritor do New York Times que tem dupla nacionalidade (britânica e russa) escreveu uma reportagem interessante com o título: “Que tal uma monarquia, EUA?” 

Essa reportagem foi publicada no jornal brasileiro Estadao, no ano passado, de onde retiro o seguinte trecho: 

“A história moderna da Europa mostra que os países que têm a sorte de ter um rei ou rainha como chefe de Estado tendem a ser mais estáveis e mais bem governados que a maioria das repúblicas do continente. Pelo mesmo motivo, ditadores demagogos se mostram renitentemente hostis à monarquia: a instituição representa uma perigosa e adorada alternativa a suas ambições.”

Interessante o fato de um pais que foi fundado como republica, no caso os EUA, cogitar, imaginar ou sonhar que pudesse vir a ser uma monarquia. E por mais que seja apenas o texto de um escritor, é claro que o americano tem uma fascinação pela monarquia. Vide todos os filmes da Disney que assistimos quando éramos mais novos.

E não tenhamos medo dos sonhos. O pesadelo é a república!

Com a união em torno de Dom Luiz, poderemos superar todas as dificuldades e levar a cabo a obra da restauração de valores e do Brasil. A monarquia será o caminho.

Desejo do fundo do coração, que a Providência Divina nos auxilie a todos nessa grande obra histórica.

Para finalizar gostaria de agradecer a todos mais uma vez e reforçar que juntos podemos construir um Brasil melhor. Se cada vez mais nos unirmos em torno do mesmo ideal, respeitando os conceitos e costumes sob os quais o brasil foi fundado poderemos alcançar o nosso devido posto: uma nação protagonista no cenário mundial.

 

Muito obrigado

Jaufran Siqueira

Fundador-Presidente do Instituto Filipe Camarão; Sócio-proprietário e CEO da Brasil Property. Formado em Makerting e graduando em Direito pela Universidade Potiguar

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